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Miguel B. Araújo awarded the 2013 Ebbe Nielsen Prize
Miguel B. Araújo awarded the 2013 Ebbe Nielsen Prize
 

INVESTIGADOR PORTUGUÊS RECEBE O EBBE NIELSEN PRIZE 2013

 

Miguel Bastos Araújo, professor e investigador convidado da Universidade de Évora, foi distinguido com a atribuição do prestigiado galardão EBBE NIELSEN PRIZE, concedido anualmente pelo Global Biodiversity Information Facility (GBIF). O investigador utilizará o prémio de €30.000 no desenvolvimento de um projecto que visa a implementação do “Ecotron”: uma plataforma com instalações experimentais que permitirá validar previsões do impacto de alterações climáticas sobre a biodiversidade em diferentes locais – o que irá contribuir para uma tomada de decisões mais assertivas sobre estratégias de conservação.

O Comité Científico do GBIF reconheceu a qualidade e o carácter inovador da pesquisa de Miguel B. Araújo na aplicação de modelos informáticos à modelação e previsão de fenómenos ambientais, especificamente relacionados com os efeitos de diferentes cenários de mudanças climáticas sobre padrões de biodiversidade a nível regional e global.

Miguel B. Araújo é investigador do Museo Nacional de Ciencias Naturales (Madrid), professor convidado da Universidade de Copenhaga (Dinamarca) e coordenador do pólo do CIBIO - Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos-InBIO Laboratório Associado na Universidade de Évora, ao abrigo da Cátedra “Rui Nabeiro” Biodiversidade.

 

 

TRABALHO PIONEIRO NO ESTUDO DO IMPACTO DAS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS NA BIODIVERSIDADE

A investigação de Miguel B. Araújo ao nível do impacto das mudanças ambientais na biodiversidade é reconhecida internacionalmente. O investigador especializou-se na utilização de modelos ecológicos para estudar a dinâmica de distribuição de espécies, sendo pioneiro no uso de previsões em ecologia e modelos acoplados que incorporam a dinâmica das populações e as pressões das mudanças ambientais na estimativa do risco de extinção de espécies. O seu trabalho em conservação também se tem vindo a destacar, nomeadamente no que se refere à utilização de modelos de conservação em protocolos de planeamento para a selecção de Áreas Prioritárias para a Biodiversidade.

Actualmente, Miguel B. Araújo está a criar uma experiência controlada com 120 charcos artificiais distribuídos por vários locais de Portugal e Espanha, que permitirá observar a forma como as espécies interagem em diversos ambientes. Os charcos serão expostos a diferentes factores de stress, como calor e seca, para avaliar a resposta das comunidades de espécies, simulando desta forma os impactos das mudanças climáticas.

Com a ajuda do prémio atribuído pelo GBIF, Miguel B. Araújo irá desenvolver uma proposta para o “Ecotron”, uma paisagem artificial desenhada para testar modelos de distribuição de algumas espécies de lagartos, assim como a forma como estas reagem às alterações. A plataforma experimental será formada por 48 câmaras ligadas por corredores, num ambiente totalmente controlado, o que permitirá realizar experiências para avaliar distribuições possíveis dos lagartos em diferentes condições. Para além do clima, podem ser introduzidos outros factores nestas experiências, tais como a competição com outras espécies e a presença de predadores.

 

 

MIGUEL B. ARAÚJO INCITA BIÓLOGOS A “PENSAR EM GRANDE”

Miguel B. Araújo acredita que o próximo passo para compreender melhor o impacto das mudanças climáticas consiste em desenvolver experiências ambiciosas, que permitam testar as previsões dos modelos teóricos – observando como respondem efectivamente as espécies a mudanças ambientais, em condições controladas.

O investigador acredita que os ecologistas têm concebido as suas investigações a escalas limitadas. Miguel B. Araújo refere que “para responder às grandes questões que estamos a enfrentar, e a que a sociedade está a exigir que respondamos, precisamos de pensar em grande. Temos que trabalhar de forma colaborativa, com grandes redes, e com orçamentos comparáveis aos que os físicos e astrofísicos estão a receber”. Acrescenta ainda que "é difícil perceber porque se investe tanto dinheiro para tentar descobrir se há vida noutros planetas, e tão pouco para compreender a vida no nosso próprio planeta."

 

 

UM INVESTIGADOR DE MÉRITO RECONHECIDO NACIONAL E INTERNACIONALMENTE

Miguel B. Araújo é já uma figura proeminente a nível nacional e internacional, tendo vindo a ser distinguido com diversas homenagens e prémios. O EBBE NIELSEN PRIZE 2013 junta-se agora a uma lista de distinções anteriores que inclui a eleição como titular da Cátedra “Rui Nabeiro” Biodiversidade, destinada a promover o ensino superior e a pesquisa de alto nível no âmbito da biodiversidade e alterações globais (2009-2014) e o MacArthur and Wilson Award 2013, atribuído pela Sociedade Internacional de Biogeografia em reconhecimento da notável e inovadora contribuição de um jovem investigador no domínio da biogeografia.

 

 

Posted in 2013-06-18