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INVESTIGADOR DO CIBIO-INBIO, É DISTINGUIDO COM O FLAD SCIENCE AWARD ATLANTIC, O MAIOR PRÉMIO DE INVESTIGAÇÃO COM FOCO NO ATLÂNTICO
Rui Seabra, investigador do CIBIO-InBIO, Universidade do Porto, foi distinguido com a atribuição do FLAD Science Award Atlantic - 1ª edição. O prémio, no valor de 300.000 euros, permitirá desenvolver um projeto que visa implementar uma rede de recolha de dados de temperatura e biodiversidade para estudar os efeitos das alterações climáticas em zonas costeiras.
 

As alterações climáticas representam, atualmente, uma das principais ameaças à biodiversidade, no entanto, os efeitos das variações de temperatura nos afloramentos rochosos das zonas costeiras de maré nem sempre são muito evidentes. As respostas dos organismos às alterações do meio ambiente são, por natureza, continuadas no tempo e refletem-se ao nível da competição pelo alimento e espaço. Em condições mais extremas de temperatura, as espécies gastam mais energia, necessitando mais alimento. Desta forma, têm que se deslocar mais, entrando em competição com outros organismos. Normalmente as espécies que resistem são as que suportam temperaturas mais elevadas.


A dificuldade de detetar estas respostas deve-se ao facto de elas se desenrolarem ao longo de décadas e à escala dos oceanos. Os estudos que recorrem a dados obtidos através de forma remota, utilizando satélites, não permitem conhecer, com detalhe, as alterações que ocorrem numa escala tão grande, ao nível dos microhabitats presentes em zonas rochosas costeiras.


A solução passa pela implementação de uma rede de recolha de dados de temperatura e biodiversidade uniformizada e a uma grande escala temporal e espacial. No entanto, até à data, todas as tentativas de implementação de redes deste tipo e envergadura falharam, sobretudo por razões técnicas e organizacionais.


O projeto CCTBON - North Atlantic Coupled Coastal Temperature and Biodiversity Observation Network (North Atlantic CCTBON) implementará uma rede de observação de temperatura e biodiversidade costeira de forma a ultrapassar esses obstáculos e recolher dados uniformizados a uma escala sem precedentes. Ao todo serão monitorizadas 85 praias rochosas espalhadas por todo o Atlântico Norte, das Caraíbas à Gronelândia, ao longo das costas Europeias, Africanas e Americanas, e incluindo todas as ilhas oceânicas.


A recolha destes dados será possível recorrendo a mais de 2000 sensores de temperatura especialmente desenhados para o efeito que permitirão recolher dados autonomamente durante mais de 10 anos. O desenvolvimento de inovadoras aplicações para smartphone e tablet permitirão recolher os dados de temperatura e biodiversidade de uma forma simples, rápida e uniforme.


O estudo será coordenado por uma equipa de investigadores Portugueses (CIBIO-InBIO) com extensa experiência na implementação de redes de sensores ambientais em zonas costeiras, e desenvolvido com a colaboração de 9 das principais equipas de investigadores a nível global que atualmente estudam a biodiversidade costeira no Atlântico Norte.


Com este projeto será possível obter uma nova perspetiva sobre a forma como a temperatura molda a biodiversidade, permitindo a realização de estudos inovadores em ecologia e oceanografia costeira, deteção direta dos efeitos das alterações climáticas, e a identificação de refúgios climáticos e de hot-spots de biodiversidade com um detalhe e abrangência sem paralelo.

 

 

Imagens:
Imagem 1. Representação de alguns locais a monitorizar | Créditos de imagem: Rui Seabra
Imagem 2. Praia do Castelejo, Algarve (na foto equipa CIBIO) - “Recolha de dados sobre a abundância de espécies de animais e algas na zona intertidal” | Créditos de imagem: Rui Seabra
Imagem 3. Stranraer, Escócia - “A versão antiga dos sensores de temperatura exigia uma conexão com fios com um PC para descarregar os dados” | Créditos de imagem: Fernando Lima
Imagem 4. 3 dias de temperatura em Moledo, Portugal - “A nova versão dos sensores de temperatura que serão utilizados na rede de monitorização de temperatura costeira incluem comunicação sem fios, e os dados
são descarregados utilizando um smartphone” | Créditos de imagem: Rui Seabra
Imagem 5. Casablanca, Marrocos - “Depois de colados, os sensores ficam escondidos e protegidos, recolhendo dados horários de temperatura de forma autónoma durante mais de 15 meses” | Créditos de imagem: Rui Seabra
Imagem 6. Sensores e smartphone com a aplicação para os programar (a versão transparente é idêntica à cinzenta, e é apenas para permitir visualizar os componentes electrónicos) - “Apesar de apenas terem 27 mm de diâmetro e 11 mm de altura, estes pequenos sensores são altamente resistentes aos impactos e têm bateria suficiente para funcionar durante cerca de 10 anos” | Créditos de imagem: Rui Seabra

 

Posted in 2020-05-27